Resenha | A Torre do amor (Contos de fadas #4)

Quando Gowan, o magnífico duque de Kinross, decide se casar, seu plano é escolher uma jovem adequada e negociar o noivado com o pai dela. Ao conhecer Edie no baile de apresentação dela à sociedade, ele acredita que, além de linda, ela também seja a dama serena que ele procura e imediatamente pede sua mão. Na verdade, o temperamento de Edie é o oposto da serenidade. No baile, ela estava com uma febre tão alta que mal falou e não conseguiu prestar atenção em nada, nem mesmo no famoso duque de Kinross. Ao saber que seu pai aceitou o pedido do duque, ela entra em pânico. E quando a noite de núpcias não é tudo o que podia ser... Mas a incapacidade de Edie de continuar escondendo seus sentimentos faz com que o casamento deles se desintegre e com que ela se recolha à torre do castelo, trancando Gowan do lado de fora. Agora o poderoso duque está diante do maior desafio de sua vida. Nem a ordem nem a razão funcionam com sua geniosa esposa. Como ele conseguirá convencê-la a lhe entregar as chaves não só da torre, mas também do próprio coração?
Título A torre do amor | Série Contos de fadas #4 | Autor (aEloisa James
Editora Arqueiro (Livro cedido pela editora) | Páginas 352 | Ano 2018
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Tenho percebido que os autores tem apostado muito em “mocinhos” escoceses nos últimos tempos. Acredito que isto tenha ficado em maior evidência com a série Outlander  (Jamie <3 ). Os “mocinhos” escoceses diferenciam-se dos ingleses pelo porte físico, na maneira de se portarem, não que não sejam civilizados, mas são mais másculos, para não dizer brutos, homens acostumados a lidar com a terra e a serem responsáveis por todo um clã, não se intimidam facilmente e não pensam duas vezes quando a conversa é proteger um dos seus.

Gowan, duque de Kinross, não foge à regra desses mocinhos. Além de todos estes atributos, é determinado, e quando coloca os olhos na jovem e bela Edie em um baile, não descansa até tê-la desposado. Os problemas começam porque a jovem mostra-se um tanto diferente daquela imaginada pelo duque. Edie é uma excelente instrumentista, toca violoncelo, e se não fosse uma mulher, já que somente homens poderiam se apresentar em público, certamente seria a melhor instrumentista de seu tempo. A futura duquesa leva sua música muito a sério e deixa bem claro que não teria tempo para frivolidades como a administração de uma casa e que nem estaria preparada para ser mãe imediatamente, o que se mostra verdadeiro quando se encontra com Susannah, meia irmã do duque, a qual seria designada aos cuidados de Edie. Os problemas não param por aí, Edie também tem que enfrentar um casamento turbulento entre Layla e seu pai, a qual tomou para si o papel de apaziguadora, além de seus próprios problemas relacionados ao matrimônio.

Gowan e Edie são personagens muito fortes, com passados distintos, mas que refletem em muito em suas ações no presente. Ambos são determinados e não aceitam ordens de quem quer que for, ou seja, neste livro há muitos embates entre eles, embora acabem cedendo em alguns pontos algumas vezes.

Este é o quarto livro da série de Eloisa James em suas recontagens dos clássicos, eles podem ser lidos sem uma ordem específica, já que cada um conta uma história diferente com personagens diferentes, e foi o livro que menos gostei, infelizmente. Os personagens são maravilhosos, me apaixonei pelo duque, torci pelo casal em vários momentos, é bonito de se ver o crescimento dos dois durante a história, gostei e muito dos personagens secundários, ver Layla deixar de ser uma mulher cheia de inseguranças que, para chamar a atenção do marido, recorria a atenção de outros homens, para se tornar tudo o que ela sempre quis: mãe, foi emocionante. Porém, tudo ia muito bem  até que Edie vai para o castelo de Gowan, a partir daí a história ficou cansativa, repetitiva, não me cativou, entendo perfeitamente as ações de ambos, porém a história poderia ter tido outros rumos que a autora preferiu não se aprofundar. Posso estar sendo crítica demais e vocês adorarem a história, adorei os personagens, mas não entra pra lista de romances favoritos.

- Sei muito a respeito de ser um duque e um proprietário de terras, e quase nada sobre música ou literatura. Mas me lembro do seguinte: quando viu Julieta pela primeira vez, Romeu a descreveu dizendo que era tão bela que ensinava às tochas como brilhar com mais intensidade. - Não pode ter pensado isso de mim. Eu estava terrivelmente doente. - Ainda sim, parecia uma espécie de tocha. Seu toque queimava minha pele.



ELOISA JAMES escreveu seu primeiro romance depois de se formar em Harvard, mas o manuscrito foi rejeitado por todas as editoras. Depois de obter mais alguns diplomas e arranjar emprego como professora especializada em Shakespeare, ela tentou novamente, dessa vez com mais sucesso. Mais de 20 best-sellers depois, ela dá cursos sobre Shakespeare na Fordham University, em Nova York, é mãe de dois filhos e, numa ironia particularmente deliciosa para uma autora de romances, é casada com um legítimo cavalheiro italiano.

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