Resenha | A casa das orquídeas


Quando criança, Julia viveu na grandiosa propriedade de Wharton Park, na Inglaterra, ao lado de seus avós. Lá, a tímida menina cresceu entre o perfume das orquídeas e a paixão pelo piano.
Décadas mais tarde, agora uma pianista famosa, Julia é obrigada a retornar ao local de infância na pacata Norfolk após uma tragédia familiar. Abalada e frágil, ela terá que reconstruir sua vida.
Durante sua recuperação, ela conhece Kit Crawford, herdeiro de Wharton Park, que também carrega marcas do passado. Ele lhe entrega um velho diário que trará à tona um grande mistério, antes guardado a sete chaves pela avó dela.
Ao mergulhar em suas páginas, Julia descobre a história de amor que provocou a ruína da propriedade: separados pela Segunda Guerra Mundial, Olivia e Harry Crawford acabaram influenciando o destino e a felicidade das gerações futuras.
Repleto de suspense, A casa das orquídeas viaja da conturbada Europa dos anos 1940 às paisagens multi

Título A casa das orquídeas | Autor (aLucinda Riley
Editora Arqueiro (Livro cedido pela editora) | Páginas 528 | Ano 2018
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Durante a leitura de A Casa das Orquídeas me surpreendi com a sorte que tive por tê-lo escolhido. É realmente difícil saber o que está por vir ao escolhermos um livro para ler – o tempo que investimos em lê-lo, a expectativa que criamos antes de começar a leitura e durante a mesma, interfere em nossa vida de forma positiva e negativa, assim como todas as escolhas que tomamos.

Como a sinopse da obra sugere, o livro se desenvolve em duas tramas, sendo uma nos dias atuais e uma em forma de flashback aos anos 1940 na Inglaterra, quando estava iminente a Segunda Guerra Mundial.

É visível o cuidado da autora com a escrita, e não senti em nenhum momento que a linguagem utilizada por ela é inadequada para as épocas que desejou retratar. Gostei muito da forma que a história foi desenvolvida: as reviravoltas que o livro dá são delicadas o suficiente pra deixar o leitor intrigado e surpreendido, sem serem abruptas ou previsíveis.

Todos personagens são bem desenvolvidos segundo seu grau de importância na história. Não acredito que tenha um ou dois personagens principais, porque, assim como na vida, as escolhas de cada pessoa interferem na vida de todos ao seu redor.

Consegui me apegar às vidas e peculiaridades deles de uma forma que me fez querer estar (e me fez sentir que estava) dentro dos bailes, passeando pela estufa da propriedade e aproveitando os tempos de glória de Wharton Park.

Fiquei muito satisfeita com a leitura e esse livro cultivou em mim curiosidade a respeito de outras obras da autora. Apesar de a história principal ser um drama, esse não é um livro para chorar. Para se apaixonar, sim, e para reconhecer que a vida é feita de reviravoltas e que, apesar de tudo, o amanhã é sempre há uma oportunidade de seguir em frente.

“[…] podiam não ter o dinheiro e as facilidades dos ricos para quem trabalhavam, mas pareciam abençoados com algo que ele agora percebia que era mais raro do que uma orquídea negra: amor eterno.”


LUCINDA RILEY nasceu na Irlanda e, após uma carreira inicial como atriz de cinema, teatro e televisão, escreveu seu primeiro livro aos 24 anos. Suas obras já foram traduzidas para mais de 30 idiomas e venderam 13 milhões de exemplares em todo o mundo.
Lucinda atualmente está escrevendo a série As Sete Irmãs, inspirada na mitologia da famosa constelação. Os quatro primeiros livros ficaram em primeiro lugar na lista de mais vendidos em toda a Europa, e os direitos para uma série de televisão já foram adquiridos por uma produtora de Hollywood.

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