Resenha | Dentes de Dragão


Desde Jurassic Park, nunca foi tão perigoso escavar o passado. Em 1876, no inóspito cenário do Oeste americano, os famosos paleontólogos e arquirrivais Othniel Marsh e Edwin Cope saqueiam o território à caça de fósseis de dinossauros. Ao mesmo tempo, vigiam, enganam e sabotam um ao outro numa batalha que entrará para a história como a Guerra dos Ossos. Para vencer uma aposta, o arrogante estudante de Yale William Johnson se junta à expedição de Marsh. A viagem corre bem, até que o paranoico paleontólogo se convence de que o jovem é um espião a serviço do inimigo e o abandona numa perigosa cidade. William, então, é forçado a se unir ao grupo de Cope e eles logo deparam com uma descoberta de proporções históricas. Mas junto com ela vêm grandes perigos, e a recém-adquirida resiliência de William será testada na luta para proteger seu esconderijo de alguns dos mais ardilosos indivíduos do Oeste.

Título Dentes de Dragão| Autor (aMichael Crichton
Editora Arqueiro (Livro cedido pela editora) | Páginas 304 | Ano 2018
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Sou uma leitora bem suspeita quando o assunto é dinossauros, paleontologia e coisas do tipo, simplesmente AMO, mas por incrível que pareça ainda não tinha lido nada de Michael Crichton, sim, ele mesmo, um dos mais famosos escritores sobre o assunto e a brilhante mente responsável por Jurassic Park.

E para resolver essa questão de leitora apaixonada por "dinos", mas que nunca chegou a ler algo do autor, a Arqueiro anunciou Dentes de Dragão, uma incrível obra recém descoberta que veio a público, infelizmente só após a morte de Crichton, e foi aí que vi a oportunidade de conhecer sua escrita e genialidade.

Dentes de Dragão foi escrita anteriormente as outras histórias de dinossauros e apresenta um cenário diferente do comum encontrado nas obras de Jurassic Park. Não temos uma ilha e nem um parque, ao contrário, aqui a história acontece no oeste dos EUA, em pleno século 19, mais especificamente entre os anos de 1875 e 1876. Seguimos personagens cativantes e embarcamos numa caçada a fósseis, com direito a grandes aventuras, em meio a índios, ladrões, pistoleiros, paleontólogos e muito mais.

Através da mistura de ciência e ficção realizada com grande maestria por Crichton, acompanhamos William Johnson, personagem fictício, que ao decorrer da história, interage com algumas personalidades reais e conhecidas da época - como exemplo, dois grandes famosos paleontólogos,  Othniel C. Marsh e Edward Drinker Cope, inimigos declarados na famosa guerra dos ossos -, em meio a uma expedição para descobrir fósseis de uma série completa de répteis desaparecidos e desconhecidos.

O mais interessante de Dentes de Dragão são os eventos ocorridos, onde grande maioria foram reais, então é como participar realmente da história, das descobertas, presenciar a forma de vida das pessoas daquela época, as guerras indígenas, a heresia que era acreditar que houvera outra forma de vida anterior a nossa, etc.

O autor presenteia o leitor com uma história emocionante, que prende e tira o leitor da realidade, é fácil se sentir um (a) paleontólogo (a) desbravando as Badlands, é fácil perceber o cuidado, a atenção e toda a pesquisa feita pelo autor ao realizar esta obra e como consequência temos em mãos um livro de alta qualidade.

Fico satisfeita por ter tido meu primeiro contato com as obras de Michael Crichton através  deste livro, fui surpreendida, me envolvi, me emocionei e fiquei querendo mais após o final desta incrível história!

- Um achado desses - falou para Johnson -  significa que mal arranhamos a superfície daquilo que é possível descobrir. Você  e eu somos as duas primeiras pessoas na história oficial a deitar olhos sobre estes dentes que mudarão tudo que pensamos saber sobre estes animais. E, por mais que me custe dizer tal coisa,  nós, seres humanos, ficamos ainda menores diante destas criaturas maravilhosas que nos precederam.


MICHAEL CRICHTON foi um escritor, roteirista, diretor de cinema, produtor e médico americano, mais conhecido por seu trabalho nos gêneros ficção científica, ficção médica e thriller. Escreveu, entre outros tantos títulos, O enigma de Andrômeda, O grande roubo do trem, Jurassic Park, Revelação, Presa, Estado de medo e Next. Seus livros venderam mais de 200 milhões de exemplares no mundo todo, foram traduzidos para 38 idiomas e inspiraram 15 longas-metragens. Crichton atuou como diretor em Westworld, Coma, O primeiro assalto de trem e Looker. Foi o criador da série televisiva E.R. e o único autor a ter um livro, um filme e uma série de TV no primeiro lugar de vendas e audiência em um mesmo ano. Dentes de dragão foi descoberto pela mulher de Crichton nos arquivos dele após sua morte, e ela logo o identificou como “puro Crichton”.

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