Resenha | Império das Tormentas (Trilogia Império das Tormentas # 1)


Em um império fragmentado, circundado por mares selvagens, dois jovens de culturas diferentes se unem por uma causa comum.
Uma menina de 8 anos é a única sobrevivente do massacre de sua vila por biomantes, uma das mais poderosas forças do imperador. Batizada com o nome de seu vilarejo para nunca se esquecer do que perdeu, Bleak Hope é treinada em segredo por um mestre guerreiro para se tornar um instrumento de vingança.
Um estranho garoto de olhos vermelhos fica órfão nas esquálidas e sujas ruas de Nova Laven, mas é adotado pela pior pessoa que o destino poderia lhe apresentar: Sadie Cabra, uma das criminosas mais infames do submundo. Batizado como Red, ele é treinado para ser um exímio atirador de facas – além de ladrão, mentiroso e trapaceiro.
Quando um senhor do crime estabelece um acordo de poder com biomantes para tomar o controle do submundo de Nova Laven em troca da miséria da população, as histórias de Hope e Red finalmente se cruzam. Seja por honra ou vingança, essa improvável aliança os levará para a maior batalha da vida deles.
Jon Skovron marca aqui o início da trilogia Império das Tormentas, uma fantasia embalada por uma espadachim habilidosa, piratas, vigaristas, jogos de poder e revolução.

Título Império das Tormentas | Série Império das Tormentas # 1 | Autor (a) Jon Skovron
Editora Arqueiro (Livro cedido pela editora) | Páginas 368 | Ano 2018
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Como é bom se perder por horas e horas nas páginas de uma boa história. A leitura se torna tão gostosa, que é natural, pelo menos para mim, usufruir sem pressa de tudo que me está sendo apresentado. Cada detalhe se torna tão tangível que é normal a sensação de se estar ao lado dos personagens, vivendo suas aventuras. Império das Tormentas, de Jon Skovron, enquadra-se nisso e vai além, sendo mais um exemplo de obra que se destaca e dá uma grande relevância ao empoderamento feminino.

Jon Skovron foi uma baita surpresa, com sua história e consequentemente como autor. Confesso que ao conhecer o livro, tive um certo receio por sua narrativa, de acabar sendo mais do mesmo, sem muita originalidade, enfim, que bom que me arrisquei e alegremente pude ver que era o contrário, tinha em mãos uma obra distinta, de tirar o fôlego.

O que você faria se presenciasse, ainda na infância, a morte de toda a sua família, bem como também de sua comunidade, e saber quem foi o responsável? Buscaria vingança?  É isso que Bleak Hope faz, parte em busca dos biomantes, indivíduos que lidam com magia e ciência e são a principal força do Imperador, para justiçar todo o mal que lhe provocaram. Em outro ponto do Império, temos Red, também órfão ainda quando criança, e obrigado a aprender a se virar logo cedo na vida. Com o tempo a garota se torna uma guerreira e o garoto um salafrário, ambos partilhando semelhanças na vida e que acabam com seus caminhos cruzados quando os biomantes se tornam uma ameaça em comum.

Através de uma escrita fluída, divertida e instigante, Skovron apresenta uma alta fantasia que se distingui das demais. Os personagens são o ponto forte desta história, são cuidadosamente bem desenvolvidos, trabalhados e ganham facilmente a afeição do leitor. O empoderamento trabalhado em Hope é outro ponto forte na obra e o autor o faz com maestria, é maravilhoso ver seu desenvolvimento.

Uma história com ação, aventura, relações pessoais e mais, todos fatores fundamentais que criam esta incrível história, ideal para você, que assim como eu, é fã de uma excelente fantasia e que procura/gosta sempre de se surpreender em suas leituras. Mal posso esperar pelos dois outros volumes desta trilogia!

Ela se perguntou quantos outros povoados teriam sido vítimas da crueldade dos biomantes. Talvez ela tivesse mantido a mente muito fechada. Talvez tivesse permanecido centrada demais em seu desejo de vingança. Quanto mais pensava nisso, matar um biomante não bastava. Iria se vingar por todas as pobres almas que tinham sofrido com as “experiências” deles. Mataria todos os biomantes.


JON SKOVRON já foi ator, músico, salva-vidas, bilheteiro da Broadway, funcionário de depósito, escritor de manuais e desenvolvedor web. Finalista do prêmio Morningstar por Império das Tormentas, Jon é autor de diversos livros para jovens leitores e seus contos já figuraram em várias publicações e antologias. Mora no subúrbio de Washington com dois filhos e dois gatos, e gosta de histórias sombrias, estranhas e ligeiramente engraçadas.

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