Resenha | A Mulher na Janela


Anna Fox mora sozinha na bela casa que um dia abrigou sua família feliz. Separada do marido e da filha e sofrendo de uma fobia que a mantém reclusa, ela passa os dias bebendo (muito) vinho, assistindo a filmes antigos, conversando com estranhos na internet e... espionando os vizinhos. Quando os Russells – pai, mãe e o filho adolescente – se mudam para a casa do outro lado do parque, Anna fica obcecada por aquela família perfeita. Até que certa noite, bisbilhotando através de sua câmera, ela vê na casa deles algo que a deixa aterrorizada e faz seu mundo – e seus segredos chocantes – começar a ruir. Mas será que o que testemunhou aconteceu mesmo? O que é realidade? O que é imaginação? Existe realmente alguém em perigo? E quem está no controle? Neste thriller diabolicamente viciante, ninguém – e nada – é o que parece. A mulher na janela é um suspense psicológico engenhoso e comovente que remete ao melhor de Hitchcock.

Título A Mulher na Janela Autor (aA. J. Finn
Editora Arqueiro (Livro cedido pela editora) | Páginas 352 | Ano 2018
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Narrado em primeira pessoa, o livro conta a história de Anna Fox, uma quase quarentona agorafóbica, viciada em beber vinho e jogar xadrez online, explanando sobre suas dificuldades em conviver com seu trauma, longe de sua família (abandonada, por assim dizer) e do mundo fora de casa.

Por não conseguir sair de casa, uma das poucas companhias dela é a imensa coleção de filmes antigos, juntos totalizando mais de 200 – a grande maioria em preto e branco; um inquilino bonitão que ajuda em algumas tarefas que ela não pode realizar devido a doença, e vários pacientes que atende online, para reviver seu passado profissional.

No decorrer do livro acompanhamos Anna no seu dia a dia tedioso, entre garrafas de vinho e atualizações sobre a vida dos vizinhos. Isso até que ela conhece melhor a família que acabou de se mudar para uma das casas que faz fronteira com a sua e, a partir daí, ela parece viver dentro de um dos filmes clássicos que possui, cheio de suspense e mistérios.

Anna é uma personagem de vários momentos: apesar de fazer o leitor ter pena dela, também faz com que se incomode com a personalidade teimosa, e por vezes irresponsável, com que ela encara sua atual realidade.

Particularmente gostei muito da escrita e do desenvolvimento da história, achei muito cativante e me fez querer não ter compromissos, assim como a personagem principal, para poder ficar o dia todo lendo!

O livro é repleto de referências cinematográficas, e, se não vale a leitura pelo elogio de Stephen King na contra capa, vale pela quantidade de filmes que o livro recomenda durante a leitura! 

Não sou invisível. Não morri. Estou viva para o mundo, à vista dele, e morrendo de vergonha. Penso no Dr. Brulov de "Quando fala o coração": Minha querida, você não pode continuar batendo cabeça com a realidade e achando que ela não existe."


A. J. FINN é ex-crítico literário e já escreveu para diversas publicações, incluindo Los Angeles Times, The Washington Post e The Times Literary Supplement. A mulher na janela, seu primeiro romance, foi vendido para 36 países e está sendo adaptado para o cinema numa grande produção da 20th Century Fox. Natural de Nova York, Finn viveu por dez anos na Inglaterra antes de voltar para sua cidade natal, onde mora atualmente.

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