RECEBA NOVIDADES

Envie seu e-mail


7 de out de 2017

Resenha | Kerata - O Colecionador de Cérebros

Carine Ferreira 9💬
Kerata, nome dado pela imprensa a um dos serial killers mais procurados do mundo, é um neurocientista, vítima de um desejo peculiar: matar pessoas com talentos específicos e colecionar seus cérebros.
Contudo, nesta incomum e intrincada trama, mergulhamos no desenvolvimento dessa mente doentia, na história da família de Kerata e na vida de diversos personagens que rodeiam e influenciam, direta e indiretamente, no desdobramento de sua personalidade cruel.
Presente e passado se entrecruzam de modo surpreendente; segredos perturbadores vêm à tona. Somos, então, condicionados a nos questionar e a, quem sabe, compreender: como nasce um serial killer?


Título Kerata - O Colecionador de Cérebros | Autor (a) Juliana R. S. Duarte
Editora Novo Século (Livro cedido pela editora) | Selo Talentos da Literatura Brasileira | Páginas 400 | Ano 2017 | Classificação 2,5/5
Adicione Skoob | Compre Oferta Amazon



Quem não curte uma boa história de suspense, ainda mas se essa envolver um notável serial killer? Bom, foi pensando nisso que decidi me aventurar pela obra Kerata - O Colecionador de Cérebros e assim que coloquei minhas mãos no exemplar, iniciei a história com tanta ânsia, que os vários tropeços dados durante a leitura, diminuíram drasticamente o nível da obra para mim. Já explico!


A obra de Juliana R. S. Duarte possui uma premissa fantástica: um assassino em série que coleciona os cérebros de suas vítimas, não vítimas comuns, mas sim pessoas com aptidões, grandes talentos e por aí vai. A história, que acontece em dois tempos, passado e presente, possui uma ampla gama de personagens que se interagem e se conectam ao decorrer dos acontecimentos.

Não há tanto suspense e logo é possível ter uma ideia de quem é o serial killer, mas é interessante acompanhar o desenvolvimento desse personagem, que se transforma completamente da água para o vinho, e principalmente conhecer as circunstâncias e motivos que o levaram a se tornar tal tipo de pessoa.

A autora aborta vários temas importantes, como o homossexualismo, a religião, o relacionamento familiar, entre outros, explorando as diversas patologias sociais e ainda apresenta a obra como uma forma de denúncia social, porém, toda essa genialidade, para mim, é diminuída pelo excesso de "cenas" de sexo e muitas vezes me vi pronta para abandonar a leitura. 

Às vezes, eu tinha a sensação de que 90% do livro se destinava ao ato e isso foi uma coisa que realmente me incomodou muito na leitura. Em minha opinião, não era necessária tantas cenas assim, mesmo que alguns personagens tenham como motivo algum trauma, ainda assim achei exagerado e isso acabou prejudicando o potencial da obra. Os personagens não me encantaram, com exceção de um, que aparece praticamente no final da história, aliás, o ponto alto da obra para mim.


Minha expectativa era uma trama de suspense/investigação e até toleraria algumas possíveis pitadas eróticas, enfim, me decepcionei profundamente, a narrativa segue o clichê de livros "soft porn", dando o mesmo enfoque ao erotismo quanto ao desenvolvimento dos personagens. Duarte passa suas mensagens, mas infelizmente o livro não me agradou tanto como eu gostaria.

JULIANA R. S. DUARTE nasceu em setembro de 1987. Tornou-se redatora publicitária, atuando em grupos internacionais de propaganda. É poeta, compositora e violinista. Seu primeiro livro foi escrito aos sete anos de idade.
 | DIAGRAMAÇÃO |
Páginas amarelas | Fonte média | Erros nenhum

9 comentários:

  1. Olá! Tudo bom?
    Nossa que triste, eu não conhecia o livro, mas assim que i a foto e a sinopse também pensei que seria outro tipo de narrativa e não um soft porn, imagino sua decepção, pois também não sou muito fã desse gênero literário.
    Beijos, Joyce de Freitas.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Tudo sim e vc? Foi mesmo uma decepção, infelizmente.

      Excluir
  2. Oie!

    Infelizmente muitos autores esquecem do principal de seus livros para focar somente na sacanagem, já peguei alguns livros assim e é mesmo uma decepção, eu tinha gostado da proposta da obra, mas agora que li sua resenha nem vou atrás da obra porque sei que também irei me decepcionar!

    BJss

    ResponderExcluir
  3. Aném que decepcionante!!!

    Juri que quando comecei a ler a resenha fiquei vem animada e essa capa é bem chamativa e vi um livro que poderia ir para minha lista, pois quero muito ler livros de terror/suspense, mas tudo ficou gelado quando você falou que é bom, realmente é um livro que você vai co grandes expectativas e se decepciona, pena... E eu não gosto de livros hots e ainda mais com o genero suspense.

    Um beijo

    http://sussurrandosonhos.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  4. Caramba!
    Ainda bem que li sua resenha, acho que me sentiria enganada se pegasse um livro de suspense e encontrasse nele um livro erótico. Não que ele seja, mas só o fato de existir essa forçação de barra, não, não mesmo.
    Valeu pela sinceridade.
    Nizete
    Cia do Leitor

    ResponderExcluir
  5. Nossa! Esperava uma coisa e você me trouxe outra!
    Que coisa!

    Amo livro de terror, suspense, e Serial Killers são meus preferidos, mas Soft Porn??? Oh No!!!
    huahuauhhua
    Ia pegar a dica, mas vou ter que deixar ela passar.


    Beijinhos!

    #Ana Souza
    https://literakaos.wordpress.com

    ResponderExcluir
  6. Estou concluindo o livro e me sentindo exatamente assim. É frustrante. A leitura está fluindo e de repente a narrativa passa a detalhar toda uma cena da qual eu realmente não queria saber. Para mim parecem extremamente fora de contexto. Também fico pensando em abandonar a leitura, mas não gosto de largar livros. E estou lutando para terminar logo.

    ResponderExcluir
  7. Olá, estou muito feliz pela sua resenha. É um orgulho para mim e incrivelmente mágico receber a opinião das pessoas, sendo elas positivas ou não. Porque isso que é belo na linguagem conotativa: nossa interpretação sempre depende da cultura, de nossas experiências e subjetividades. Pensando nisso, me inspirei nos movimentos Naturalista/Impressionista (inclusive o nome Sérgio é um homenagem ao Sérgio de Raul Pompeia, o primeiro gay na literatura brasileira), onde o real humano é explorado como ele é, sem papas na língua. Quando decidi descrever o sexo em seus mínimos detalhes, quis não escrever um soft porn, mas causar asco, prazer, impaciência e incômodos em geral. O ponto é: o mesmo sexo que causa prazer em uns, é o mesmo que dá nojo em outros, dependendo de quem lê. O livro não é sobre suspense, é sobre como nos apressamos em julgar as pessoas. Ele se veste de ficção, mas é pura patologia social. Inclusive sobre sexo. Quer tabu maior que esse?Foi ótima a sua resenha. Tem várias curiosidades artísticas, linguísticas e psicanalíticas no livro que eu iria adorar falar.

    Beijinhos, Ana!

    ResponderExcluir


Copyright © 2014 | 2016, Hoje é dia de Livro
Versão 2.1 | Hoje é dia de Livro