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19 de jul de 2016

Resenha | Aniquilação - Trilogia Comando Sul (Livro 1)

Hoje é dia de livro 0💬
Livro Aniquilação - Trilogia Comando Sul (Livro 1)
Autor (a) Jeff Vandermeer
Editora Intrínseca
Páginas 200
Ano 2014
Classificação 1,5/5
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A Área X está isolada do restante do mundo há décadas, e a natureza tomou para si os últimos vestígios da presença humana. Uma primeira expedição de reconhecimento voltou de lá relatando uma terra intocada, um paraíso edênico; a segunda terminou em suicídio em massa; a terceira, em um tiroteio dentro do próprio grupo.
Até que os membros da décima primeira expedição retornaram como meras sombras do que eram antes e, após algumas semanas, morreram de câncer.
Em Aniquilação, primeiro volume da trilogia Comando Sul, o leitor se junta à décima segunda expedição.
O novo grupo é formado por quatro mulheres: uma antropóloga, uma topógrafa, uma psicóloga - líder da missão - e uma bióloga, a narradora do livro. Seus objetivos são mapear o terreno, identificar todas as mudanças ambientais, monitorar as relações entre elas próprias e, acima de tudo, não se contaminarem.
As mulheres atravessam a fronteira esperando o inesperado... e é exatamente isso o que encontram. Mas o que de fato vai definir os rumos da expedição não é o que está lá, e sim o que elas trazem consigo desde o outro lado da fronteira e os segredos que guardam umas das outras.
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Aniquilação trata-se da décima primeira expedição à área X (isso mesmo, não se fala onde, muito menos, quando) narrada pelo ponto de vista de uma bióloga e sua equipe, composta por uma psicóloga, uma antropóloga e uma topógrafa.

O que nos convence a dar uma chance a trama é o fato de que é a primeira vez que um grupo de mulheres visita a região, e logo é revelado que todas as expedições anteriores fracassaram em desbravar a área X, pois todos são afetados a ponto de enlouquecerem, matarem seus próprios companheiros ou se suicidarem. Uma minoria que retorna, são sempre fragmentos de pessoas que foram no passado, chegando a nos despertar a curiosidade, serão as mesmas pessoas? Clones? E com mais uma característica em comum, eles sempre morrem de câncer um período depois.

Sem dúvida o mistério tem seu potencial, lembrando em partes a série Lost, com personagens desbravando uma região que beira ao transcendental, porém a série fora conduzida de forma sutil, já o livro de Jeff Vandermeer, nem tanto, pois a trama quer ser metafórica a todo o tempo e a qualquer custo. A condução da trama nos causa mais dúvida que soluções. A competência em escrever um mistério, é se esvair dos deuses ex machinas (solução inesperada, improvável), e nos apresentar uma conclusão coerente, que estava presente em toda a obra e o leitor não deu sua total atenção, sendo assim aparentemente qualquer episódio de Scooby Doo é tão ou mais competente nesse sentido.

A melhor lição que absorvemos do livro é que se sua obra for genial ou metafórica do início ao fim, ela só será monótona.

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