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25 de fev de 2016

Resenha | O Garoto que tinha Asas

Carolina Guerra 0💬
Livro O Garoto que tinha Asas
Autor (a) Raiza Varella
Páginas 408
Ano 2016
Classificação 5/5
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Depois do conto de fadas protagonizado por Bárbara e Ian em O Garoto dos Olhos Azuis chegou a hora de conhecermos a história de outro casal encantado. Augusto Bittencourt, vulgo Monstro, é um renomado médico, dono de uma carreira sólida e do hábito de dispensar uma mulher atrás da outra sem piedade. Nunca se apaixonou e não acredita que um dia irá encontrar uma mulher interessante o suficiente para mudar esse fato. Mas o destino parecia pensar diferente, em uma madrugada fria ele presencia um terrível acidente de carro e conhece a garota sem nome. Uma garota que há muito tempo não sabe o que é ter um lar, se sentir segura e não precisar fugir de ninguém até que, em meio aos destroços, ela vê alguém correr em sua direção, um garoto que ela poderia jurar ter asas. Embora Augusto esteja muito longe de se parecer com um anjo, ele acaba por salvar a sua vida. Pela primeira vez, o médico de pouco humor e muito caráter terá que enfrentar e ir contra todos os seus princípios para cumprir uma promessa que não deveria ter feito e de quebra, quem sabe, se apaixonar. Em O Garoto que tinha Asas vamos descobrir se o príncipe encantado realmente vem montado em um cavalo branco ou se sua cor é o que menos importa em meio a uma singela releitura de A Bela e a Fera.
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Raiza Varella, nasceu em São Paulo, Capital. É apaixonada por livros e animais quase tanto o quanto é apaixonada por Supernatural, Dr. House e fast food, quase! Tem preferência por filmes com finais felizes e ainda teima em acreditar em contos de fadas, abóboras e fadas madrinhas, com tanto que decidiu escrever seu próprio livro,  "O Garoto dos Olhos Azuis", seu primeiro romance. Formada em direito e fissurada por amores impossíveis, mora na cidade natal com o marido, filho, dois cães e três gatas, todos cheios de personalidade própria. "O Garoto que tinha Asas" é a continuação do "O Garoto dos Olhos Azuis" (resenha aqui).

Antes de iniciar a resenha preciso dizer que "A Bela e a Fera" sempre foi meu conto de fadas preferido, então sempre que fazem uma releitura desse clássico eu fico ansiosa para conhecer. E com essa história em especial não foi diferente. Eu já tinha amado "O Garoto dos Olhos Azuis", então quando soube que teria uma continuação já fiquei super curiosa para ler, mas quando soube que seria uma releitura do meu clássico preferido fiquei em fervorosa alegria, contando os segundos para começar a ler.

Em "O Garoto que tinha Asas" voltamos ao universo que  nos foi apresentado em "O Garoto dos Olhos Azuis", mas dessa vez para contar a história de Augusto, irmão de Bárbara. Augusto, ou Monstro como lhe chamam, é um cardiologista que está acostumado em ter corações em suas mãos, literalmente e figurativamente, ele é o típico homem que pega e não se apega, perigoso de se apaixonar  e acostumado a não se preocupar com ninguém além de si mesmo.

A Garota sem nome é uma sobrevivente, perseguida por seu passado, é uma garota que desde cedo aprendeu que não se deve confiar nas pessoas, por não ser seguro, tendo o medo entranhado em si e a única família que possui é o pequeno Nicholas

Em uma noite fria de inverno, o destino de Augusto e a Garota sem nome se cruzam. Ela sofre um acidente de carro e Augusto a socorre, o Monstro se transforma em um anjo de asas cor de bronze, ao fazer uma promessa que nem ele sabia que era capaz de cumprir. A Garota sem nome e Nicholas começam a fazer parte da vida de Augusto, fazendo derreter o coração de pedra que nem ele, nem sua família, sabiam que existia por debaixo de toda sua fachada de rude e grosseiro. Será que nessa história a Fera "se transformaria no príncipe que montaria no cavalo negro por ela ou permaneceria para sempre como mais um dos monstros que haviam habitado sua vida?"

Eu não tenho palavras para descrever o quanto gostei dessa história. Ela me envolveu de uma tal forma, que não consegui me desgrudar dela nem por um segundo. A li em muitos momentos com um aperto gigante na garganta, ela me emocionou como poucas histórias me emocionaram até hoje. Não tem como não se apaixonar pelos personagens, principalmente pelo pequeno Nicholas, uma criança super fofa que dá vontade de pegá-lo no colo e o proteger de tudo, especialmente de sua triste realidade.

Raiza Varella mais uma vez criou uma história com personagens envolventes, cheia de mistério, pra lá de emocionante e apaixonante, não decepcionando em sua releitura de A Bela e Fera. Com certeza,  já tornou-se uma das minhas autoras brasileiras preferidas.

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